quinta-feira, 21 de junho de 2012

ARTESANATO MÃE NATUREZA: Colar de cerâmica

O blog da professora do curso de Cerâmica!!!Muito legal, terapia durante a gravidez!

ARTESANATO MÃE NATUREZA: Colar de cerâmica

Mente ocupada, mente sadia!

      No meu período sabático, que começou em junho passado, não fiquei ociosa, fazendo terapia e exercícios físicos para sair da depressão, e procurando estudar para concursos públicos. Foi um momento muito difícil, não tinha forças para fazer nada e não confiava em mim. Tenho hoje a absoluta certeza que apenas através de movimento e oração conseguimos vencer o stress e a depressão.
     Foi um momento muito rico e eu tive apoio do Ricardo para sair do caos que tinha entrado, ele confiou em mim, e fez tudo que estava em seu alcance para que eu chegasse até aqui. Passei em dois concursos, engravidei e me conheci melhor.
     Fiz cursos de atualização em programas gráficos de informática, curso de Gestão em Pequenas Empresas, Curso de Loja Virtual do SEBRAE, Curso de artesanato em feltro, costura básica, patchwork, bordado, crochè, tai chi, Oficina de Oração e Vida .... Tudo a um custo baixo ou sem custo algum! Percebo hoje que precisamos muito de Deus e de força de vontade para sair das situações difícies na nossa vida!
     As pessoas que conheci foram fundamentais para meu crescimento pessoal, cada história melhor que a outra, experiências de vida, que transmitem os maiores conhecimentos ! Maria Inês, Edna, o pessoal da CCB'S, Mônica, Narcisa, Bira, Marta, Regina, Dona Ana da Oficina de Oração, Jaqueline, Conceição, Luzia e Sr. Antônio, Simone, Cristina, Cristina Gandra, Cláudia, Carlos Santeiro e tantos outros...
     Hoje terminei mais um curso, gratuíto, do SENAR, um curso de artesanato em cerâmica, e este foi o que mais gostei. Transformar o barro em peças utilitárias e decorativas é muito bom, fiz até um paralelo com o que Deus faz conosco, nos transformando todo tempo. Tão primitivo e perto da natureza. Quando distanciamos muito da natureza corremos o risco de ficar com depressão, temos que ter um contato muito íntimo com o que Deus nos oferece. Eu amei!!!
     Estou tão feliz de esperar o Ronaldo, passar nos concursos e aprender coisas novas!!!A colheita é certa quando semeamos coisas boas!Muita oração, contemplação, meditação e movimento, essas são as sementes que plantei!!!Esta é a minha história de superação! Eu pedi a DEUS que ele juntasse a minha vida e me fizesse de novo, pois eu queria ser um barro novo! E ele fez!


Olha que linda a vista, onde foi realizado o curso de cerâmica!











As peças no forno!!!













Minha visão da Igreja do Rosário!










Eu barriguda, com dores nas costas e muito feliz!A professora Cláudia e a Cristina!

sábado, 16 de junho de 2012

Bebês que já nasceram!!!

     A maioria das grávidas que conheço tiveram bebês, nasceram: João Emanuel da Talyta, Matheus da Carolina, Gabriela da Lígia e Lavínia da Sandra. Estão todos bem, Lavínia ainda está internada pois nasceu prematura, mas estamos rezando para que ela saia logo do hospital. Estão grávidas ainda a Wélica e a Ana Paula. 
     Essa questão do parto é sempre uma incógnita, nunca sabemos o que vai acontecer. Dr. Marco Aurélio falou que é 80% de probabilidade do parto ser cesária, pois sou o que a medicina chama primipaidosa (acho que é assim que escreve). Eu e Ricardo vamos conhecer a maternidade Santa Fé, dizem que tem uma salinha para seis pessoas acompanharem o parto e a Flávia poderá acompanhar dentro da sala de cirurgia. Uma tranquilidade a mais para a minha ansiedade e preocupação com o parto.
     Agora está na moda o parto humanizado, em casa, mas a grande maioria das mulheres gostam mesmo de marcar o dia, mesmo assim, parto humanizado está fora de cogitação. Ainda tem gente que questiona como pagaremos o parto, se vamos ter condições, se o médico é realmente bom, se vou ter condições de ter parto normal,tem que ouvir tanta coisa chata. Já até me falaram que o parto na maternidade que quero não é garantia que tudo corra bem, dá para acreditar na maldade humana? Ainda tem as histórias trágicas que o povo adora contar!
     Além do parto tem que pensar no quartinho do bebê, no enxoval, em um montão de novidades que existem (cadeiras vibratórias para o bebê dormir, redinha para dar banho na banheira, capa de amamentação, balde para banho, slings...), tem que pesar bastante a água e o fubá para não exagerar e comprar coisas sem necessidade. Não pode faltar nada para o bebê, e a gente sempre quer o melhor, mas também não podemos exagerar e consumir sem necessidade, temos que contar com o bom senso, que às vezes fica esquecido por tanto amor. Tudo é incerto e indefinido, como disse Carolina Rios, "ser mãe é um ato de fé".


Resolvi pesquisar sobre os partos:

O que é parto humanizado
Uma importante questão a ser esclarecida é que o termo "Parto humanizado" não pode ser entendido como um "tipo de parto", onde alguns detalhes externos o definem como tal, como o uso da água ou a posição, a intensidade da luz, a presença do acompanhante ou qualquer outra variável. A Humanização do parto é um processo e não um produto que nos é entregue pronto.
Acredito que estamos a caminho de tornar cada vez mais humano este processo, isto é, tornar cada vez mais consciente a importância de um processo que para a humanidade sempre foi instintivo e natural e que por algumas décadas tentamos interfirir mecanicamente, ao hospitalizarmos o nascimento e querer enquadrar e mecanizar em um formato único as mulheres e o evento parto.
O termo “humanização” carrega em si interpretações diversas. A qualidade de “humano” em nossa cultura quase sempre se refere à idéia arraigada na moral cristã de ser bom, dócil, empático, amável e de ajudar o próximo. Nesse contexto, retirar a mulher de seu “sofrimento” e “acelerar” o parto através de medicações e de manobras técnicas ou cirúrgicas e é uma tarefa nobre da medicina obstétrica e assim vem sendo cumprida.
Mas há um porém neste tipo de intervenção. Um olhar mais atento na prática atual da assistência ao parto revela uma enorme contradição entre as intervenções técnicas ou cirúrgicas e as suas conseqüências no processo fisiológico do parto e na saúde física e emocional da mãe e do bebê. Um olhar ainda mais atento nos processos culturais, emocionais, psíquicos e espirituais envolvidos no parto revelam novos e norteadores horizontes, tal qual a importância, para mãe e filho, de vivenciar integralmente a experiência do parto natural.
A qualidade de humano que se quer aqui revelar envolve os processos inerentes ao ser humano, os processos pertinentes ao ciclo vital e a gama de sentimentos e transformações que a acompanham. O processo de nascimento, as passagens para a vida adolescente e adulta, a vivência da gravidez, do parto, da maternidade, da dor, da morte e da separação são experiências que inevitavelmente acompanham a existência humana e por isso devem ser consideradas e respeitadas no desenrolar de um evento natural e completo como é o parto. Muitas e muitas mulheres ao relatarem seus partos via cesariana mostram a frustração de não terem parido naturalmente, com as próprias forças, os seus filhos. Querem e precisam vivenciar o nascimento de seus filhos de forma ativa, participativa, inteira. Viver os processos naturais e humanos por inteiro muitas vezes envolve dor, incômodo, conflito, medo. Mas são estes mesmo os “portais” para a transição, para o crescimento, para o desenvolvimento e amadurecimento humano.
A humanização proposta pela ‘humanização do parto’ entende a gestação e o parto como eventos fisiológicos perfeitos (onde apenas 15 a 20% das gestantes apresentam adoecimento neste período necessitando cuidados especiais), cabendo a obstetrícia apenas acompanhar o processo e não interferir buscando ‘aperfeiçoá-lo’.
Humanizar é acreditar na fisiologia da gestação e do parto.
Humanizar é respeitar esta fisiologia, e apenas acompanhá-la.
Humanizar é perceber, refletir e respeitar os diversos aspectos culturais, individuais, psíquicos e emocionais da mulher e de sua família.
Humanizar é devolver o protagonismo do parto à mulher.
É garantir-lhe o direito de conhecimento e escolha.
fonte: http://www.despertardoparto.com.br/Home/PartoHumanizadoOque%C3%A9/tabid/373/Default.aspx

Conheça as vantagens e desvantagens do parto normal e da cesárea:
Segundo professor de obstetrícia da UEL, o parto natural é a melhor opção e só deve ser substituído pela cesariana em situações específicas de risco
Edição: Vitor Oshiro
Pauta e Reportagem: Bruna Komarchesqui


Recentemente, o Ministério da Saúde lançou uma campanha a favor do parto normal, numa tentativa de diminuir o alto número de cesarianas desnecessárias realizadas no país. Segundo informações da Campanha Nacional de Incentivo ao Parto Normal, lançada em 11 de maio desse ano, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a cesárea não ultrapasse 15% dos casos, no Brasil, a média é de 43% de cirurgias, podendo chegar a 80% entre as mulheres que contam com plano de saúde. Além dos riscos à saúde da mulher e do bebê, os partos desnecessariamente realizados com intervenção cirúrgica oneram o Sistema Único de Saúde (SUS), pois as cesáreas sempre são mais caras que os partos normais.
A Assessoria de Comunicação do Hospital Universitário (HU) de Londrina informa que, durante o primeiro semestre, dos 423 partos realizados, mais de 300 foram cesarianas. O médico e professor de obstetrícia do HU Evaldir Bordin Filho - graduado em Medicina pela UEL e com Residência Médica também na UEL - explica que esse número se deve ao fato do HU ser um hospital de referência na região: "É diferente de um hospital geral, em que você tem pacientes de alto risco e de baixo risco. Aqui nós só temos pacientes de alto risco. Então, o índice de cesáreas é fora da realidade".

Conexão Ciência: Colocando os prós e contras em uma balança, o que é melhor: parto normal ou cesárea?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Na verdade, o parto normal tem muitas vantagens, que são: a recuperação rápida da paciente, a volta de todos os órgãos internos " do útero, que estava aumentado e depois volta para o tamanho normal -, a interação mãe e filho que é mais rápida - você ganha o nenê, corta o cordão, já coloca no peito da mãe e já pode até amamentar, o que na cesárea dificulta, porque ela está anestesiada e é mais complicado. A interação mãe e filho é muito mais rápida no parto normal. E a cesariana tem um risco maior de infecção, que não tem no parto normal. O que é mais rápido, vamos dizer, é a dor do trabalho de parto, que dura menos na cesariana, só que ela vai ter a dor depois, da cirurgia e do corte.

Conexão Ciência: É possível dizer que o parto normal ainda é o melhor?
Dr. Evaldir Bordin Filho: O parto normal ainda é o melhor, é o natural.

Conexão Ciência: Em quais casos a cesariana é realmente necessária?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Nós temos algumas indicações absolutas, como: sofrimento fetal, prolapso de cordão (quando sai o cordão antes da criança), quando a placenta está baixa, quando há uma desproporção e a cabeça da criança é maior que a bacia da mãe e quando há descolamento prematuro da placenta.

Conexão Ciência: É possível esperar o início do trabalho de parto para fazer o diagnóstico de cesariana?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Depende muito do caso. Em alguns " como quando a criança é muito grande - nós já fazemos antes. Em outros " como no caso de sofrimento fetal - é durante o trabalho de parto que vamos fazer o diagnóstico e indicar a cesariana

Conexão Ciência: Uma mulher que já fez cesariana pode fazer parto normal?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Com uma cesariana anterior, é possível que o segundo parto seja normal. Quando a mulher já fez duas cesáreas anteriores, da terceira vez nós fazemos cesariana porque o risco de romper o útero é maior.

Conexão Ciência: Existe algum limite de cesarianas que uma mulher pode fazer?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Quanto mais você faz cesariana, mais arriscado fica, porque o local que vai cortando fica cada vez mais fino e a chance de romper o útero é maior. Nós recomendamos que três cesarianas seria o máximo, mas tem gente que tem quatro, cinco e, às vezes, não acontece nada.

Conexão Ciência: O que tem sido feito aqui no HU para diminuir o número de cesáreas?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Aqui no HU é complicado, porque é um hospital de referência na região, então, todas as patologias vêm para cá. Na maioria dos casos de patologia, é preciso realizar cesariana. É diferente de um hospital geral, em que você tem pacientes de alto risco e de baixo risco. Aqui não. Aqui nós só temos pacientes de alto risco. Então, o índice de cesáreas é muito maior, é fora da realidade.

Conexão Ciência: Muitas mulheres que já fizeram parto normal relatam que o bebê nasceu roxo, o que seria um sinal de que a criança quase passou da hora de nascer. Isso realmente acontece?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Não, na verdade todos os nenês nascem roxinhos. Isso acontece porque eles estão dentro de uma cavidade que é quentinha e, de repente, saem num tempo que é frio. Eles nascem roxos e logo eles recuperam a coloração cor-de-rosa novamente. O que acontece é que existe uma data provável do parto, que é 40 semanas. Pode nascer duas antes, ou duas depois. Quando nós falamos que a data provável é dia 20, se não nascer até dia 20, a paciente fica desesperada. E, na verdade, ela tem mais duas semanas posteriores à data provável do parto. Neste tempo, nós vamos monitorando e ela volta a ser consultada. Nós temos o exame de tococardiografia, que é escutar o coraçãozinho do nenê por 20 minutos e uma série de exames que nos dão a tranqüilidade de esperar um pouco mais.

Conexão Ciência: Outro medo das mulheres em relação ao parto normal é a dor. Ultimamente, o chamado parto humanizado está ganhando espaço. Como ele funciona?
Dr. Evaldir Bordin Filho: O parto humanizado não tira a dor, você apenas pode escolher alguém que te acompanhe durante o trabalho de parto e que possa assistir seu parto. Existem alguns elementos que podem ser usados, como a bola - uma bola de plástico grande, que a paciente senta em cima e fica se movimentando no sentido vertical, para que a força da gravidade ajude o nenê a descer mais rápido, a nascer mais rápido -, a massagem nas costas para melhorar um pouco a dor. Mas parto humanizado não significa parto sem dor.

Conexão Ciência: Mas esses procedimentos não diminuem a dor?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Não, a dor não diminui. O que existe é a analgesia de parto, que nós fazemos com mais ou menos sete centímetros de dilatação, mas até sete centímetros você vai sentir dor. Não existe parto indolor. O que há é o limiar de dor da paciente. Existem pacientes que sentem mais dor, outras menos dor. Algumas já chegam para trabalho de parto dizendo "ah, estou com uma dorzinha", quando você vê está quase nascendo o nenê. Têm pacientes que berram desde o início. Com um centímetro de dilatação, já apresentam muita dor. O limiar de dor é muito pessoal.


Saiba mais: http://portal.saude.gov.br/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=20911
Assista ao vídeo da campanha do Ministério da Saúde: http://comunidade.bebe2000.com.br/media/p/437.aspx

FOTO: Dr. Evaldir Bordin Filho afirma que o parto normal ainda é a melhor opção
Crédito: Bruna Komarchesqui
Ano 5 - Edição 47 -17/08/2008
 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Crescer - NOTÍCIAS - Siga em frente: plano de caminhada para fazer durante a gravidez

 Agora eu e o Ronaldo estamos fazendo caminhada, tai chi chuam e Pilates. Estava muito frio e por isso precisei parar com a hidro. Dr. Marco Aurélio falou na última consulta dia 12/06 q estamos ótimos, a glicose tá normal, a pressào ótima, engordei apenas 400 gramas este mês e não tenho inchaços!Muito bom, ele falou que a atividade física e a nossa dieta está ajudando muito! Graças a Deus!!!!


Crescer - NOTÍCIAS - Siga em frente: plano de caminhada para fazer durante a gravidez

terça-feira, 12 de junho de 2012

Crescer - NOTÍCIAS - Dicas de etiqueta nas redes sociais

 Artigo muito bom para mães conectadas!!!

Crescer - NOTÍCIAS - Dicas de etiqueta nas redes sociais

Aniversário da madrinha

Ela só poderia ter nascido no dia dos namorados, pois é só amor e carinho com todas as pessoas. Um bom exemplo de mãe e de pessoa. Acredito na criação por meio de exemplos e por isso que nós a escolhemos! É interessante como ela consegue ser uma mãe tão presente e ainda realizar tantas atividades. Nada passa despercebido quando as filhas são a questão; são médicos, dentistas, escolas, provas de vestibulares, a vocação de cada uma, cardápios mais saudáveis...UFA!Penso que seu grande senso de organização e o carinho que tem em tudo que faz ajuda muito para ser essa mãe, esposa, cunhada, filha, irmã, amiga...A Rosa trabalha com flores e tem muito trabalho no Dia dos Namorados!Ela só poderia trabalhar em uma floricultura, espalhando felicidade!!!

Parabéns comadre!

Batismo, fonte de todas as vocações

Frei Patrício escreve para vocês
Todos nós deveríamos, uma vez na vida, visitar a igreja onde fomos batizados, a pia batismal, e reviver com muita intimidade e espiritualidade o nosso batismo, quando fomos apresentados à Igreja e ela nos acolheu e nos fez “povo de Deus”. Nada de mais bonito que participar de um batismo e acompanhar todos os gestos e ritos com que uma criança é acolhida no seio da comunidade e começa a fazer parte viva do corpo de Cristo. O que mais gosto no meu ministério sacerdotal, embora o exerça tão pouco, é administrar o sacramento do batismo. Não me canso nunca, me infunde esperança e alegria muito grande em contemplar os pais, padrinhos que, com alegria, levam seus filhos e afilhados para receber o batismo.

Um dos gestos que acho mais bonitos e comprometedores é quando, no momento do batismo, colocam a mão direita no peito da criança enquanto o ministro pronuncia a fórmula do batismo. É o juramento, não sobre um livro, mas sim sobre o corpo da criança, de educá-la na fé e em todos os ensinamentos do Evangelho. É pena que depois de adultos o batismo fica um sacramento estacionário, relegado na memória, mas que não é revivido com entusiasmo cotidiano e não é repensado à luz da vivência do nosso compromisso primeiro com Cristo.



Não há dúvida portanto que todas as vocações nascem da fonte batismal e que são nada menos que o florescer da semente recebida no dia do encontro com o Senhor no mergulho do eterno, onde fomos marcados para sempre com o selo da pertença a Deus. Sobre nós, como no batismo de Jesus, o Pai pronunciou as palavras consacratórias de nossa existência: “este é meu filho bem amado, escuta-o”. Somos filhos de Deus e por conseqüência evangelizadores e proclamadores da boa nova. Como é belo poder perceber que a Trindade santa nos possui para sempre e na medida que crescemos vamos tomando consciência da nossa identidade cristã.

O batismo nos coloca necessariamente contra toda forma do mal e nos leva a escolher o caminho do bem. Sinto-me feliz todas as vezes que sou convidado à renovação das promessas batismais. Estas promessas me encantam e são para mim o primeiro credo explícito que deveríamos rezar todos os dias porque a cada momento nos encontramos diante das dificuldades que nos impedem de sermos cristãos. Creio firmemente em Deus a quem decidi e re-decido servir com todo o meu ser, minha vontade e amor. Este amor a Deus me impulsiona no dia a saber ver a presença dele em todos os irmãos. Mas, creio também no diabo que como leoa ruge sempre à procura de quem devorar. Uma presença do mal que nos oprime a cada instante. Reviver portanto o batismo é refazer em tantos momentos da vida a nossa escolha consciente entre o bem e o mal. O batismo não é o sacramento de “registro”, de arquivo onde o nosso nome está escrito e que vamos procurar quando nos é pedido para outros sacramentos. Mas, sim é a certeza que o nosso nome foi escrito no céu.

Do batismo surge portanto a forma de vida que quero pautar à luz do evangelho. É a força que consagra e sacramenta todo o meu agir. A maioria de nós não se lembra quando foi batizado, fomos batizados como crianças. Houve um tempo em que não concordava muito com o batismo de crianças, mas agora, depois de ter amadurecido e ter me deixado tocar mais pela graça do Senhor, acho que não existe nada de mais lógico, normal e criterioso que batizar criança. Nada de mais belo que os pais, que deram a vida humana a uma criança, se sentirem chamados a comunicar-lhe também a vida cristã que eles vivem e em quem eles acreditam.



A vida do batizado assume tonalidade diferente em tudo o que ele faz, no seu matrimônio, na sua vida profissional, etc. Deveríamos colocar em todos os lugares e bem claro em nós a frase: sou batizado, pertenço ao Senhor, para que todos possam ver quem somos e de onde vêm as nossas atitudes vitais. Não se envergonhar do nosso batismo e não envergonhar o nosso batismo.

Os que pela fé e pelo Batismo pertencem a Cristo devem confessar sua fé batismal diante dos homens.(CIC 14)
Frei Patrício Sciadini, ocd
02/05/2003 - 09h30
Fonte:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=2330

Felicidade

Crianças são sempre iguais e simples. Gostam de brincadeiras, atenção, a presença de pais e familiares e precisam muito de contato com a natureza e de brincar ao ar livre. Essa matéria de Época é ótima e precisa sempre ser revista pelos pais!!!Quando nos dispomos a colocar uma pessoa no mundo devemos fazer o impossível para que ela seja saudável e livre!

Por que ela está tão feliz?

Uma nova pesquisa revela o que deixa as crianças brasileiras alegres ou tristes

THAIS LAZZERI
PURA INSPIRAÇÃO Gisela Ceresér, de 6 anos, em sua casa. Ela adora convidar os amigos para brincar e passear com os cachorros (Foto: Ricardo Jaeger/ÉPOCA)
Criar filhos felizes é uma das maiores preocupações dos pais – e começa antes mesmo de eles nascerem. O que deixa as crianças realmente felizes? Brinquedos, viagens ou parques de diversões? Uma pesquisa exclusiva mostra, pela primeira vez, o que sentem as crianças brasileiras. E ninguém melhor que elas próprias para contar o que as deixa felizes ou tristes.
A pedido da Sociedade Brasileira de Pediatria, o instituto de pesquisas Datafolha ouviu 1.525 crianças, de 4 a 10 anos, de 131 municípios. Até então, não existia no Brasil uma investigação sobre esses sentimentos. Não era possível afirmar se a diferença cultural ou a classe econômica poderia contribuir para o grau de felicidade na infância. Para surpresa dos pesquisadores, nenhum desses fatores foi significativo. Crianças do Recife deram respostas muito parecidas com as de São Paulo ou Porto Alegre. “Os sentimentos se mostraram universais”, afirma Eduardo Vaz, pediatra, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
O estudo contemplou os estados emocionais da criança em relação à família, ao futuro, às brincadeiras e à escola. E aí veio mais uma surpresa: o que deixa a criança mais feliz são coisas simples, como estar com os avós, brincar com os amigos e praticar esportes. Para saber se os pais têm essa mesma percepção, ÉPOCA conversou com dez famílias, das cinco regiões brasileiras. A seguir, os resultados.

Família
Querer ficar perto dos pais, dos irmãos e... dos avós. Sim, dos avós também. É isso que deixa 87% das crianças brasileiras mais alegres, de acordo com a pesquisa. E eles estão mais presentes no dia a dia dos netos por vários motivos.
CONECTADOS Os Mozetos em casa, em São Carlos, São Paulo. Os irmãos Fernando, de 11 anos, e Leonardo, de 5, falam por telefone ou Skype todos os dias com a avó materna (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
Os avós de hoje chegam à velhice mais saudáveis, conectados e menos saudosistas. Lucia Maria Chavez mora em São Paulo e os netos, Fernando, de 11 anos, e Leonardo, de 5 anos, em São Carlos. Mas eles se falam todos os dias, por Skype ou telefone. Quando a mãe, a nutricionista Fernanda Mozeto, trabalhava fora e uma das crianças tinha febre, a avó percorria os 255 quilômetros que separam as duas cidades para cuidar do neto. “Os avós são repositórios da história daquela família”, diz Lídia Aratangy, psicóloga, autora de Novos desafios da convivência (Ed. Rideel). “A presença deles traz, para a criança, a segurança de onde ela veio.”
Estar perto dos pais também é motivo de alegria para a maioria das crianças. Para 87%, ficar perto da mãe; para 78%, do pai. E um dos fatores que mais entristecem as crianças é ficar longe deles. Cerca de 71% dizem ficar muito tristes quando longe do núcleo da família (geralmente o pai e a mãe).
O dia do aniversário aparece como motivo de alegria para 96% das crianças. Não só os presentes são responsáveis pela felicidade dos pequenos, mas a atenção que recebem na data da família e dos amigos também – além do próprio fato de crescerem oficialmente.
Longe do estereótipo de família perfeita, saber que a proximidade é tão importante para o bem-estar da criança pode ajudar os pais a, dentro do possível, adotar pequenas atitudes que façam diferença para os pequenos. Pode ser um recado surpresa na lancheira, uma ligação no meio da tarde, um SMS ou usar a hora do almoço para buscá-lo na escola. Levar ao cinema ou a um parque também é bom, mas a presença dos pais faz mais diferença que o tipo de programa. Como disse o escritor Guimarães Rosa, “felicidade se acha em horinhas de descuido”.
Fazer refeições em família, mostrou a pesquisa, deixa 87% das crianças felizes. Mas e aquele dia em que a mãe chega tarde do trabalho e os filhos estão dormindo? “Esses momentos pontuais não importam se os pais estão presentes”, afirma Lídia. Presença física é importante, mas não é só a isso que Lídia se refere quando fala em presença. Saber onde o filho está, o que vai comer, se está usando casaco em dia de frio, se voltou da escola bem ou se vai ter um aniversário de um colega e é preciso comprar um presente são cuidados à distância que fazem diferença na relação familiar. “As crianças sentem essa conexão”, diz Lídia.
Uma vez que é ouvida, valorizada, recebe atenção e carinho, a criança sente que pode confiar nos pais. Essa confiança torna-se um canal aberto para o diálogo na adolescência. O que não significa que percalços não acontecerão. Mas, se algum problema ocorrer, esse adolescente tem intimidade para se abrir e pedir ajuda.
FAMÍLIA Pais, avós e irmãos por perto (Foto: Fonte: Pesquisa realizada pelo Datafolha a pedido da Sociedade Brasileira de Pediatria. O levantamento foi realizado com 1.525 crianças, de 4 a 10 anos, de 131 municípios (seguindo o Censo 2010))


Futuro e autoestima
Essa teia de intimidade construí­da com a família se reflete em outra área importante no desenvolvimento infantil: a autoestima, capacidade de se gostar e de se valorizar. A pesquisa mostrou que os pais estão no caminho certo: 86% das crianças ficam alegres quando se veem numa fotografia e 87% quando se imaginam adultas.
Gostar de ver a própria imagem é um sinal positivo sobre a autoestima. Ficar feliz ao se imaginar adulto demonstra segurança sobre quem é, o que vai se tornar e mostra esperança no futuro. Para Odair Furtado, psicólogo, professor do programa de psicologia social da PUC-SP, isso é reflexo de uma mudança profunda em nossa sociedade. A condição de vida do brasileiro melhorou, principalmente nas classes mais baixas, e a perspectiva de futuro, enfim, deixou de ser apenas sonho. “O futuro se concretizou”, afirma.
A imagem é um dos blocos na construção da autoestima. Os outros blocos podem ser aprendidos no dia a dia, com a ajuda dos pais. Valorizar conquistas, como quando a criança aprende a andar de bicicleta sem rodinhas, é uma delas. E ajudar a levantar do chão quando ela cair. “Os pais precisam permitir que o filho enfrente desafios”, diz Ana Olmos, psicanalista infantil e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP).
Mas nem sempre ela vai conseguir. Aprender a se frustrar é tão importante quanto saber lidar com críticas quando elas dão apoio para avançar e não desistir. Por exemplo: ensinar à criança os melhores movimentos para o jogo de damas é educativo. Deixar propositadamente que ela ganhe, não. “Quando for confrontada fora de casa, não vai saber lidar com isso”, diz Ana.
Uma amostra de como a criança percebe as críticas familiares de forma positiva é como ela percebe a bronca de uma forma diferente dos pais. Para sete dos dez pais ouvidos, bronca é o maior motivo de tristeza para os filhos dentro de casa. Para 71% das crianças, a maior chateação é ficar sem os pais. A bronca não aparece como motivo de tristeza no levantamento. “Mesmo quando fica triste por ser repreendida, a criança se sente inconscientemente protegida”, diz Ana Olmos. “A partir dos 6 anos, as crianças têm a percepção consciente de que os pais estão discutindo com elas para seu bem.”
FUTURO E AUTOESTIMA (Foto: revista ÉPOCA/Reprodução)


Brincadeiras
Um dos dilemas dos pais modernos é o que oferecer para que os filhos tenham as melhores oportunidades no futuro. Além de se preocupar com cursos extracurriculares, como aulas de língua estrangeira, é importante preservar o tempo da brincadeira. “Brincando as crianças aprendem habilidades que vão além do desenvolvimento motor e cognitivo”, afirma Maria Ângela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da PUC-SP. “Ela aprende a argumentar, a ser ouvida, a prestar atenção, a organizar e liderar, a propor novas alternativas.”
Na pesquisa da SBP, as brincadeiras aparecem como atividades favoritas quando as crianças não estão na escola. E, ao contrário do que muitos pais pensam, tecnologia não é o primeiro item da lista. Seis entre dez pais entrevistados apontaram videogames e internet como distrações favoritas. Na pesquisa com as crianças, apareceram brincar de boneco ou boneca e de carrinho como brincadeiras individuais favoritas. Videogame está em quarto lugar nessa categoria. Dentre as distrações em grupo, as crianças elegeram jogar bola, andar de bicicleta e brincar de esconde-esconde. As atividades que faziam sucesso na infância dos adultos são as mesmas que fazem a alegria dos pequenos de hoje.
Outra impressão dos pais desfeita pela pesquisa é o que deixa os filhos muito tristes. Os adultos de sete famílias, dentre as dez ouvidas, apontaram perder em jogos e competições. Para 47% das crianças, tristeza é brincar sozinho. Perder não foi citado como motivo de tristeza.
PASSEIO EM FAMÍLIA A família Ceresér no quintal de sua casa em Canoas, Rio Grande do Sul. As irmãs Gabriela, de 9 anos, e Gisela, de 6, gostam de andar de bicicleta na companhia  dos pais (Foto: Ricardo Jaeger/ÉPOCA)
A publicitária Adriana Ceresér, de 37 anos, leva as filhas, Gabriela, de 9, e Gisela, de 6, desde pequenas para brincar em espaços públicos, mesmo tendo quintal em casa. “Quero que elas tenham outros núcleos de amizade”, afirma. Nos fins de semana, toda a família anda de bicicleta. Quando não vão, as meninas reclamam. “Sinto que isso as deixa desenvoltas.” E os ganhos são físicos também. “Elas já andam de bicicleta sem rodinhas, enquanto os primos, que não passeiam sempre, ainda usam”, diz Adriana.
As brincadeiras são um estímulo para as crianças se engajarem numa atividade física no futuro. A pesquisa mostra que 93% delas gostam de praticar esporte. Como explicar, então, que uma em cada três crianças, segundo o Ministério da Saúde, está acima do peso? É simples. “Gostar não significa que pratiquem, nem que conheçam diversas opções”, diz Beatriz Perondi, pediatra e médica do esporte do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Brincar com jogos esportivos no videogame não substitui a prática de verdade. Uma hora de brincadeira gasta cerca de 700 calorias, em comparação a 150 calorias em frente à televisão. “Fazer do esporte uma atividade familiar prazerosa contribui para a formação do hábito de praticar depois”, diz Beatriz.
BRINCADEIRAS Brincar dentro e fora de casa (Foto: revista ÉPOCA/Reprodução)


Escola
LIÇÃO DE CASA A família Carvalho em sua casa, em Sobradinho, Distrito Federal. A mãe, Lara, se desdobra para fazer lição de casa com os três filhos (Foto: Igo Estrela/ÉPOCA)
Quando perguntadas do que gostavam na escola, as crianças não titubearam: 91% citaram as férias. E 89%, o recreio. O segundo número mostra que a escola é um lugar onde a criança se sente bem porque tem a oportunidade de interagir. “Elas gostam dos momentos em que podem brincar sem atividades guiadas”, afirma Maria Márcia Malavasi, coordenadora de pedagogia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A lição é motivo de alegria (acredite) para 65% das crianças. A servidora pública Lara Barcelos de Carvalho, de 38 anos, moradora de Sobradinho, no Distrito Federal, faz questão de acompanhar a hora da lição de casa. Caçula de 16 irmãos, ela quer dar aos filhos Matheus, de 11 anos, Felipe, de 7, e Geovana, de 6, o acompanhamento que não teve. “Eles entendem melhor quando estudo com eles”, afirma. Os amigos dos filhos pedem para fazer trabalhos do colégio na casa de Lara. “Desejo que cada um desempenhe, da melhor forma, a capacidade que tem.” E esse não é um caminho para alcançar a felicidade?
EDUCAÇÃO Elas adoram as férias. Mas a escola também é fonte de alegrias (Foto: revista ÉPOCA/Reprodução)