sábado, 16 de junho de 2012

Bebês que já nasceram!!!

     A maioria das grávidas que conheço tiveram bebês, nasceram: João Emanuel da Talyta, Matheus da Carolina, Gabriela da Lígia e Lavínia da Sandra. Estão todos bem, Lavínia ainda está internada pois nasceu prematura, mas estamos rezando para que ela saia logo do hospital. Estão grávidas ainda a Wélica e a Ana Paula. 
     Essa questão do parto é sempre uma incógnita, nunca sabemos o que vai acontecer. Dr. Marco Aurélio falou que é 80% de probabilidade do parto ser cesária, pois sou o que a medicina chama primipaidosa (acho que é assim que escreve). Eu e Ricardo vamos conhecer a maternidade Santa Fé, dizem que tem uma salinha para seis pessoas acompanharem o parto e a Flávia poderá acompanhar dentro da sala de cirurgia. Uma tranquilidade a mais para a minha ansiedade e preocupação com o parto.
     Agora está na moda o parto humanizado, em casa, mas a grande maioria das mulheres gostam mesmo de marcar o dia, mesmo assim, parto humanizado está fora de cogitação. Ainda tem gente que questiona como pagaremos o parto, se vamos ter condições, se o médico é realmente bom, se vou ter condições de ter parto normal,tem que ouvir tanta coisa chata. Já até me falaram que o parto na maternidade que quero não é garantia que tudo corra bem, dá para acreditar na maldade humana? Ainda tem as histórias trágicas que o povo adora contar!
     Além do parto tem que pensar no quartinho do bebê, no enxoval, em um montão de novidades que existem (cadeiras vibratórias para o bebê dormir, redinha para dar banho na banheira, capa de amamentação, balde para banho, slings...), tem que pesar bastante a água e o fubá para não exagerar e comprar coisas sem necessidade. Não pode faltar nada para o bebê, e a gente sempre quer o melhor, mas também não podemos exagerar e consumir sem necessidade, temos que contar com o bom senso, que às vezes fica esquecido por tanto amor. Tudo é incerto e indefinido, como disse Carolina Rios, "ser mãe é um ato de fé".


Resolvi pesquisar sobre os partos:

O que é parto humanizado
Uma importante questão a ser esclarecida é que o termo "Parto humanizado" não pode ser entendido como um "tipo de parto", onde alguns detalhes externos o definem como tal, como o uso da água ou a posição, a intensidade da luz, a presença do acompanhante ou qualquer outra variável. A Humanização do parto é um processo e não um produto que nos é entregue pronto.
Acredito que estamos a caminho de tornar cada vez mais humano este processo, isto é, tornar cada vez mais consciente a importância de um processo que para a humanidade sempre foi instintivo e natural e que por algumas décadas tentamos interfirir mecanicamente, ao hospitalizarmos o nascimento e querer enquadrar e mecanizar em um formato único as mulheres e o evento parto.
O termo “humanização” carrega em si interpretações diversas. A qualidade de “humano” em nossa cultura quase sempre se refere à idéia arraigada na moral cristã de ser bom, dócil, empático, amável e de ajudar o próximo. Nesse contexto, retirar a mulher de seu “sofrimento” e “acelerar” o parto através de medicações e de manobras técnicas ou cirúrgicas e é uma tarefa nobre da medicina obstétrica e assim vem sendo cumprida.
Mas há um porém neste tipo de intervenção. Um olhar mais atento na prática atual da assistência ao parto revela uma enorme contradição entre as intervenções técnicas ou cirúrgicas e as suas conseqüências no processo fisiológico do parto e na saúde física e emocional da mãe e do bebê. Um olhar ainda mais atento nos processos culturais, emocionais, psíquicos e espirituais envolvidos no parto revelam novos e norteadores horizontes, tal qual a importância, para mãe e filho, de vivenciar integralmente a experiência do parto natural.
A qualidade de humano que se quer aqui revelar envolve os processos inerentes ao ser humano, os processos pertinentes ao ciclo vital e a gama de sentimentos e transformações que a acompanham. O processo de nascimento, as passagens para a vida adolescente e adulta, a vivência da gravidez, do parto, da maternidade, da dor, da morte e da separação são experiências que inevitavelmente acompanham a existência humana e por isso devem ser consideradas e respeitadas no desenrolar de um evento natural e completo como é o parto. Muitas e muitas mulheres ao relatarem seus partos via cesariana mostram a frustração de não terem parido naturalmente, com as próprias forças, os seus filhos. Querem e precisam vivenciar o nascimento de seus filhos de forma ativa, participativa, inteira. Viver os processos naturais e humanos por inteiro muitas vezes envolve dor, incômodo, conflito, medo. Mas são estes mesmo os “portais” para a transição, para o crescimento, para o desenvolvimento e amadurecimento humano.
A humanização proposta pela ‘humanização do parto’ entende a gestação e o parto como eventos fisiológicos perfeitos (onde apenas 15 a 20% das gestantes apresentam adoecimento neste período necessitando cuidados especiais), cabendo a obstetrícia apenas acompanhar o processo e não interferir buscando ‘aperfeiçoá-lo’.
Humanizar é acreditar na fisiologia da gestação e do parto.
Humanizar é respeitar esta fisiologia, e apenas acompanhá-la.
Humanizar é perceber, refletir e respeitar os diversos aspectos culturais, individuais, psíquicos e emocionais da mulher e de sua família.
Humanizar é devolver o protagonismo do parto à mulher.
É garantir-lhe o direito de conhecimento e escolha.
fonte: http://www.despertardoparto.com.br/Home/PartoHumanizadoOque%C3%A9/tabid/373/Default.aspx

Conheça as vantagens e desvantagens do parto normal e da cesárea:
Segundo professor de obstetrícia da UEL, o parto natural é a melhor opção e só deve ser substituído pela cesariana em situações específicas de risco
Edição: Vitor Oshiro
Pauta e Reportagem: Bruna Komarchesqui


Recentemente, o Ministério da Saúde lançou uma campanha a favor do parto normal, numa tentativa de diminuir o alto número de cesarianas desnecessárias realizadas no país. Segundo informações da Campanha Nacional de Incentivo ao Parto Normal, lançada em 11 de maio desse ano, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a cesárea não ultrapasse 15% dos casos, no Brasil, a média é de 43% de cirurgias, podendo chegar a 80% entre as mulheres que contam com plano de saúde. Além dos riscos à saúde da mulher e do bebê, os partos desnecessariamente realizados com intervenção cirúrgica oneram o Sistema Único de Saúde (SUS), pois as cesáreas sempre são mais caras que os partos normais.
A Assessoria de Comunicação do Hospital Universitário (HU) de Londrina informa que, durante o primeiro semestre, dos 423 partos realizados, mais de 300 foram cesarianas. O médico e professor de obstetrícia do HU Evaldir Bordin Filho - graduado em Medicina pela UEL e com Residência Médica também na UEL - explica que esse número se deve ao fato do HU ser um hospital de referência na região: "É diferente de um hospital geral, em que você tem pacientes de alto risco e de baixo risco. Aqui nós só temos pacientes de alto risco. Então, o índice de cesáreas é fora da realidade".

Conexão Ciência: Colocando os prós e contras em uma balança, o que é melhor: parto normal ou cesárea?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Na verdade, o parto normal tem muitas vantagens, que são: a recuperação rápida da paciente, a volta de todos os órgãos internos " do útero, que estava aumentado e depois volta para o tamanho normal -, a interação mãe e filho que é mais rápida - você ganha o nenê, corta o cordão, já coloca no peito da mãe e já pode até amamentar, o que na cesárea dificulta, porque ela está anestesiada e é mais complicado. A interação mãe e filho é muito mais rápida no parto normal. E a cesariana tem um risco maior de infecção, que não tem no parto normal. O que é mais rápido, vamos dizer, é a dor do trabalho de parto, que dura menos na cesariana, só que ela vai ter a dor depois, da cirurgia e do corte.

Conexão Ciência: É possível dizer que o parto normal ainda é o melhor?
Dr. Evaldir Bordin Filho: O parto normal ainda é o melhor, é o natural.

Conexão Ciência: Em quais casos a cesariana é realmente necessária?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Nós temos algumas indicações absolutas, como: sofrimento fetal, prolapso de cordão (quando sai o cordão antes da criança), quando a placenta está baixa, quando há uma desproporção e a cabeça da criança é maior que a bacia da mãe e quando há descolamento prematuro da placenta.

Conexão Ciência: É possível esperar o início do trabalho de parto para fazer o diagnóstico de cesariana?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Depende muito do caso. Em alguns " como quando a criança é muito grande - nós já fazemos antes. Em outros " como no caso de sofrimento fetal - é durante o trabalho de parto que vamos fazer o diagnóstico e indicar a cesariana

Conexão Ciência: Uma mulher que já fez cesariana pode fazer parto normal?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Com uma cesariana anterior, é possível que o segundo parto seja normal. Quando a mulher já fez duas cesáreas anteriores, da terceira vez nós fazemos cesariana porque o risco de romper o útero é maior.

Conexão Ciência: Existe algum limite de cesarianas que uma mulher pode fazer?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Quanto mais você faz cesariana, mais arriscado fica, porque o local que vai cortando fica cada vez mais fino e a chance de romper o útero é maior. Nós recomendamos que três cesarianas seria o máximo, mas tem gente que tem quatro, cinco e, às vezes, não acontece nada.

Conexão Ciência: O que tem sido feito aqui no HU para diminuir o número de cesáreas?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Aqui no HU é complicado, porque é um hospital de referência na região, então, todas as patologias vêm para cá. Na maioria dos casos de patologia, é preciso realizar cesariana. É diferente de um hospital geral, em que você tem pacientes de alto risco e de baixo risco. Aqui não. Aqui nós só temos pacientes de alto risco. Então, o índice de cesáreas é muito maior, é fora da realidade.

Conexão Ciência: Muitas mulheres que já fizeram parto normal relatam que o bebê nasceu roxo, o que seria um sinal de que a criança quase passou da hora de nascer. Isso realmente acontece?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Não, na verdade todos os nenês nascem roxinhos. Isso acontece porque eles estão dentro de uma cavidade que é quentinha e, de repente, saem num tempo que é frio. Eles nascem roxos e logo eles recuperam a coloração cor-de-rosa novamente. O que acontece é que existe uma data provável do parto, que é 40 semanas. Pode nascer duas antes, ou duas depois. Quando nós falamos que a data provável é dia 20, se não nascer até dia 20, a paciente fica desesperada. E, na verdade, ela tem mais duas semanas posteriores à data provável do parto. Neste tempo, nós vamos monitorando e ela volta a ser consultada. Nós temos o exame de tococardiografia, que é escutar o coraçãozinho do nenê por 20 minutos e uma série de exames que nos dão a tranqüilidade de esperar um pouco mais.

Conexão Ciência: Outro medo das mulheres em relação ao parto normal é a dor. Ultimamente, o chamado parto humanizado está ganhando espaço. Como ele funciona?
Dr. Evaldir Bordin Filho: O parto humanizado não tira a dor, você apenas pode escolher alguém que te acompanhe durante o trabalho de parto e que possa assistir seu parto. Existem alguns elementos que podem ser usados, como a bola - uma bola de plástico grande, que a paciente senta em cima e fica se movimentando no sentido vertical, para que a força da gravidade ajude o nenê a descer mais rápido, a nascer mais rápido -, a massagem nas costas para melhorar um pouco a dor. Mas parto humanizado não significa parto sem dor.

Conexão Ciência: Mas esses procedimentos não diminuem a dor?
Dr. Evaldir Bordin Filho: Não, a dor não diminui. O que existe é a analgesia de parto, que nós fazemos com mais ou menos sete centímetros de dilatação, mas até sete centímetros você vai sentir dor. Não existe parto indolor. O que há é o limiar de dor da paciente. Existem pacientes que sentem mais dor, outras menos dor. Algumas já chegam para trabalho de parto dizendo "ah, estou com uma dorzinha", quando você vê está quase nascendo o nenê. Têm pacientes que berram desde o início. Com um centímetro de dilatação, já apresentam muita dor. O limiar de dor é muito pessoal.


Saiba mais: http://portal.saude.gov.br/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=20911
Assista ao vídeo da campanha do Ministério da Saúde: http://comunidade.bebe2000.com.br/media/p/437.aspx

FOTO: Dr. Evaldir Bordin Filho afirma que o parto normal ainda é a melhor opção
Crédito: Bruna Komarchesqui
Ano 5 - Edição 47 -17/08/2008
 

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