Site Gestante.net, gostei muito de saber que não sou a única:
Não é novidade para ninguém que as mulheres, no período de gravidez,
ficam a flor da pele.toda essa sensibilidade faz parte da preparação do
corpo para a maternidade e são frutos de alterações hormonais que estão
acontecendo no corpo da gestante, provocando mudanças no humor.
Alguns médicos defendem que após o nascimento do bebê, a mãe
precisará se adaptar às necessidades da criança, será necessário
aprender a reconhecer os sinais que ele envia, por esse motivo a mulher fica mais sensível e seus sentidos ficam mais apurados.
Essa sensibilidade extra muitas vezes faz com que a mulher se sinta mais vulnerável. É comum relatos de gestantes
apresentando oscilações de humor, facilidade de chorar e maior
ansiedade. Quanto mais a mulher puder aprender a lidar com essas
alterações, melhor para ela e para o bebê.
Hoje em dia as pesquisas mostram cada vez mais que o bebê, ainda no
ventre da mãe, já é super sensível, ele está conectado com a mãe em
todos os sentidos e sente tudo o que ela vivencia. Se a mãe fica
nervosa, o seu corpo sente esse nervosismo, os batimentos cardíacos se
alteram, e o bebê sente isso. Consequentemente, o batimentos cardíacos
do bebê também se alteram.
Mas é importante para a mamãe
saber que não deve negar essa sensibilidade e fingir que ela não
existe, engolindo assim estas emoções. Se a mulher sente-se triste em
algum momento, chora e não sabe como lidar com isso, mas prefere não
falar disso para ver se a tristeza passa. No entanto, a tristeza fica
ali escondida, e em algum outro momento ela vem de novo, e ela novamente
esconde, até transformar-se em uma bola de neve. Isso pode acontecer
com qualquer emoção e situação. Muitas vezes esse ”engolir” vem com o
pensamento de que ”estou fazendo o melhor para o meu bebê, não posso me
sentir assim”.
No entanto, quanto mais fingimos que algo não está acontecendo, pior é.
A dica então é que as futuras mamães possam buscar apoio para lidar com suas emoções.
A família pode ajudar, mas nem sempre os familiares estão preparados
para dar o melhor suporte, pois o ambiente familiar às vezes pode ser
hostil, tenso, cheio de cobranças e preconceitos, até mesmo ignorância.
Buscar ajuda de amigos, pessoas que não estejam diretamente
envolvidas nos conflitos emocionais, ou o suporte profissional de um
terapeuta ou psicólogo podem ser o melhor caminho. Claro que o diálogo
com o companheiro ou a família é muito importante e ajuda muito. Mas se
sentir que o clima está difícil em casa, não hesite em buscar também
ajuda externa e se informar ao máximo sobre as diferentes possibilidades
de como lidar com o estresse e as emoções.
Segundo o site http://saude.hsw.uol.com.br/olfato-e-paladar-na-gravidez1.htm:
Sentidos acentuados durante a gravidez
James Tutor /iStockphoto O paladar das mulheres grávidas também sofre mudanças durante a gravidez; muitas delas relatam não sentir o sal na comida |
Como muitas coisas durante a gravidez, as mudanças nos sentidos da mulher são amplamente atribuídas aos hormônios. Quando as mulheres engravidam, seus níveis de estrogênio aumentam. O estrogênio também está relacionado com o aumento da percepção do cheiro em não grávidas. Um estudo de 2002 conduzido pelo Monell Chemical Senses Center, da Filadélfia, mostrou que mulheres em idade fértil mostram uma sensibilidade maior a odores do que os homens. Em grupos com níveis de estrogênio menores - meninas preadolescentes e mulheres pós-menopausa -, a sensibilidade se equipara à dos homens [fonte: Harvard Women's Watch]. Por isso, à medida que os níveis de estrogênio sobem e descem, a percepção de odores pode mudar.
Há evidência de que o olfato da mulher também muda durante o ciclo menstrual e na ovulação, bem como durante a gravidez [fonte: Sample]. Mas os cientistas não estão extamente certos sobre como (ou se) o estrogênio cria a alteração no nariz ou no cérebro [fontes: Harvard Women's Watch, Pletsch and Kratz].
Os cientistas também discutem se a intensificação dos sentidos da mulher grávida tem algum benefício para ela ou para o feto. Alguns pesquisadores acreditam que a sensibilidade a odores e a sabores provocam os enjôos matinais, beneficiando as mulheres, porque elas rejeitam alimentos contendo substâncias químicas e toxinas prejudiciais ao feto [fonte: Nordin et al]. Cientistas que endossam essa teoria dizem que isso explica porque as mulheres grávidas são mais sensíveis ao cheiro e sabor do cigarro, ao álcool, a vegetais amargos e a bebidas cafeinadas, como café. Alguns dados mostram que mulheres que sentem náusea têm uma taxa menor de abortos, sugerindo que o nariz está fazendo seu trabalho em manter o bebê seguro [fonte: Stanford Report].
Outros cientistas pensam diferente. Um estudo de 2004 testou a seguinte hipótese: como as mulheres grávidas têm maior sensibilidade a odores e sabores, elas classificariam produtos contendo toxinas de forma muito mais negativa. Isso mostrou ser verdade? Não realmente. No experimento, as mulheres grávidas não demonstraram nenhuma sensibilidade a cheiro. Não houve evidência de que elas tivessem uma sensibilidade a odores maior do que as mulheres não grávidas, e houve poucas diferenças entre mulheres e homens em geral [fonte: Swallow et al]. Mulheres também não classificaram os cheiros de produtos perigosos mais negativamente, e houve pequena correlação entre classificação de odores e náusea [fonte: Swallow et al].
Os autores do estudo não mencionaram que talvez a náusea do enjôo matinal acontecesse quando o produto já havia sido, na verdade, provado, e não apenas cheirado. Um quarto das mulheres relatou sensibilidade anormal do paladar nos estágios iniciais da gravidez, incluindo acentuação da sensibilidade a items amargos e diminuição da sensibilidade a items salgados [fonte: Nordin et al]. Novamente, a sensibilidade a items amargos, como café, pode ser uma forma de o corpo proteger seu bebê não nascido. De modo oposto, uma diminuição da sensibilidade ao sal pode ajudar as mulheres a consumir mais sal, o que, em troca, faz com que elas sintam mais sede e, consequentemente, consumam líquidos e vários nutrientes de que precisam para suportar o feto [fonte: Nordin et al.].
Como as mudanças no olfato, tem sido difícil para os cientistas precisar as alterações no paladar e o porquê de elas ocorrerem. Mas quando uma mulher grávida mal-humorada reclama desses sintomas, é melhor não dizer que não há evidências científicas do que ela está sentindo. Em vez disso, as mulheres grávidas deveriam simplesmente tentar evitar os cheiros que agravam esses sintomas, que podem incluir permitir que o marido faça a comida ou pedir polidamente que o colega de trabalho não use determinada colônia. Mulheres grávidas deveriam tentar deixar as janelas abertas quando possível para ventilação, e poderiam testar se odores calmantes como os da menta, do limão ou do gengibre proporcionam algum alívio. [fonte: Murkoff].
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