Para complementar a postagem anterior, da visita a Vó Bisa...
Você sabe dizer não?
por Pampers Brasil, sexta, 9 de Dezembro de 2011 às 15:01
Quando foi que passamos a sentir esse enorme constrangimento quando precisamos dizer “não” aos nossos filhos? Esse fenômeno é bem recente, sabia? Se você puxar sua memória vai lembrar-se que seus pais provavelmente usaram muito essa palavra com você na sua infância.
Alguns usaram demais até, eu diria... Isso significa que passamos do oito ao 80. Ah, como é difícil alcançar o equilíbrio!
Temos alguns ingredientes do mundo atual que colaboraram muito para essa dificuldade atual de mães e de pais dizerem “não” aos filhos.
O primeiro deles, conhecemos bem: essa obrigação da felicidade. Hoje, todo mundo tem de ser feliz. E como a felicidade é uma sensação complexa que sentimos de vez em quando, decidimos facilitar a coisa: passamos a entender a felicidade como a reação que demonstramos quando estamos satisfeitos, quando estamos alegres, quando realizamos um desejo.
E foi por isso que os pais passaram a ter mais essa função com os filhos: a de oferecer a eles esse tipo de felicidade. E ganhar um “não”, realmente, não provoca isso.
Outro ingrediente importante também é uma característica do mundo em que vivemos: o consumo. Para ter certeza de que temos lugar nesse mundo, precisamos consumir. Tudo. E aí, quando nossos filhos pedem qualquer coisa – uma guloseima, por exemplo - nós sentimos a obrigação de dar.
Por fim, tem aquela história da culpa, lembram-se disso? Achamos que dizer “não” aos filhos, para qualquer coisa, vai aumentar essa culpa. Então, não mais dizemos “não”.
Vamos considerar alguns pontos importantes que podem nos ajudar a dizer “não” quando for necessário.
1- A maioria dos “nãos” que dizemos a eles são temporários. Significam “ainda não”, “agora não”, ou “não mais”. Fica mais fácil dizer “não” quando nos lembramos disso.
2- Precisamos escolher os não definitivos que daremos a eles e nunca abrir mão deles. Por exemplo: “não” pode bater. Eles baterão muitas vezes até aprender que não devem, mas se sempre tiverem o “não” quando isso acontecer, aprenderão mais rapidamente.
3- Não há vida sem “não”. Como nossa missão é a de prepará-los para a vida, eles precisam aprender a enfrentar os “nãos” que recebem.
4- Educar desagrada. Sempre. Não podemos preferir agradar os nossos filhos a educá-los.
5- Finalmente: a raiva que eles sentem quando recebem um “não” vai passar.
Vamos tentar dizer “não” aos nosso filhos sempre que for necessário? Eles precisam disso para se tornarem crianças educadas, boas para a convivência, alegres. A felicidade deles? Se forem bem formados, saberão buscá-la por conta própria quando alcançarem a maturidade.
Um beijo e até a próxima.
Rosely Sayão
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