Muitos dos fantasmas que rondam a maternidade moderna é a questão do trabalho. Recebi um ótimo convite de trabalho há um mês atrás, quando falei que estava grávida desistiram, neste caso gravidez é doença. Minha sogra sempre trabalhou, serviço pesado, com sete filhos e com a caçula bem pequena, ela precisava. Antigamente os filhos mais velhos assumiam os mais novos para que as mães pudessem trabalhar em casa, hoje temos as avós, criaram os filhos e são obrigadas a assumir nossa maternidade porque necessitamos trabalhar. Resultado: as mães reclamando que as avós tiram a autoridade delas, as avós criando os netos como irmãos das mães, uma confusão. Temos casos que são exceção, minha vizinha D. Narcisa cuida dos netos com carinho e não entra na educação que os pais dão aos filhos.
O marido precisa da nossa força de trabalho, nós precisamos do dinheiro e os filhos precisam de nós. Quando trabalhava na escola infantil via mães deixando filhos às seis da manhã e buscando às vinte horas, pagavam o salário inteiro para trabalhar. Como julgar? Nós fomos criadas para sermos independentes depois da revolução sexual, estudamos e queremos ser úteis! A mínima ideia de ficarmos em casa, dependendo do marido nos deixa loucas.
Minha cunhada a Renata está participando de um projeto no Instituto Federal de Educação Tecnológica do Sul de Minas que tem por objetivo "promover a igualdade entre os sexos e despertar a autonomia nas mulheres, de modo que elas consigam melhorar a qualidade de suas vidas e das comunidades onde vivem". Iniciativa Fantástica que deveria acontecer em todo país. Ver em: http://www.mch.ifsuldeminas.edu.br/noticias/88-noticias-2012/576-mulheres-mil.
Minha cunhada a Renata está participando de um projeto no Instituto Federal de Educação Tecnológica do Sul de Minas que tem por objetivo "promover a igualdade entre os sexos e despertar a autonomia nas mulheres, de modo que elas consigam melhorar a qualidade de suas vidas e das comunidades onde vivem". Iniciativa Fantástica que deveria acontecer em todo país. Ver em: http://www.mch.ifsuldeminas.edu.br/noticias/88-noticias-2012/576-mulheres-mil.
O Bruno que está vivendo a experiência de ser pai agora, e tem me prestado serviços de taxi durante a gravidez, me contou que ele e a esposa estão apertados com a questão. Uma boa escola da cidade tem a mensalidade de R$670,00 para que a criança fique durante o horário de trabalho da mãe. Ele disse que essa ainda está em conta, o valor Belo Horizonte é muito maior! Como confiar no serviço? Olhando a carinha do filho na hora de buscar e entregar, infelizmente não dá, porque eles choram mesmo.
A Rosana minha cunhada trabalhou no banco durante a infância das duas primeiras filhas, eu imagino a dor no coração em deixar as meninas. Agora com a Laura, ela trabalha por conta própria e está curtindo muito mais, é perceptível a felicidade da Rosana em acompanhar o crescimento da Laura mais de perto. A verdade é que criança criada perto da mãe é mais feliz, vejo isso no Luiz Felipe, na Yolanda, no Pedro e na Lígia, até o desenvolvimento é diferente! O que fazer? Precisamos do dinheiro, da realização e da maternidade!!! Essa questão é complicada demais, peço a Deus iluminação quando chegar minha hora!
Achei interessante a ideia dessas três paulistanas, por isso, resolvi publicar:
Paulistanas criam site para ajudar na maternidade
Fundado neste ano, Companhia das Mães também funciona como rede social para futuras empreendedoras
Isabella Villalba | 20/10/2010
Daniela, Kátia e Roberta: carreira e maternidade
Fotomontagem com fotos de Marcelo Kura e Mario Rodrigues
A jornalista Daniela Buono, 36 anos,
trabalhou como produtora, roteirista e diretora de vídeos e programas de
TV por mais de dez anos. Sua rotina era irregular e, quando engravidou
de Clara, em 2004, ela tentou conciliar emprego e maternidade. Mas o
nascimento da segunda filha, Bebel, hoje com 2 anos, tornou a tarefa
impossível e a vida profissional perdeu espaço. A carreira de Kátia
Raele, 35, também mudou de rumo com a chegada de Gabriela, em 2007. A
advogada sugeriu à empresa trabalhar em casa após o fim da licença, mas a
proposta não foi aceita e ela se demitiu. Hoje tem mais uma filha,
Mariana, de 8 meses. Ambas se conheceram por intermédio da violista
Roberta Marcinkowski, 37, outra mãe, que, antes da gravidez de Júlia, 4,
se desdobrava em ensaios e apresentações da Orquestra Sinfônica
Municipal e da Jazz Sinfônica, além de dar aulas.
Em busca de uma fórmula para aliar trabalho e família, o trio criou o Companhia das Mães (www.ciadasmaes.com.br),
site que reúne produtos para gestantes e crianças de até 6 anos, além
de funcionar como uma espécie de rede social para futuras
empreendedoras, com troca de informações e consultoria para as que
desejam se aventurar no mundo dos negócios. Em versão de teste há seis
meses, essa ferramenta é mais utilizada pelo público na faixa dos 30
anos. A última pesquisa Global Entrepreneurship Monitor — que mede
níveis de empreendedorismo em vários países —, divulgada pelo Sebrae em
abril, aponta que as mulheres representam 53% dos 18,8 milhões de
brasileiros à frente de empresas em estágio inicial ou com menos de três
anos e meio de existência.
O site tem uma área com 2 000 artigos à venda, resultado da parceria
com outras 63 mulheres-empresárias. Também é possível encontrar dicas de
serviços e bazares para trocar roupas e acessórios que os pequenos não
usam mais. “Estamos usando a tecnologia a nosso favor”, afirma Daniela.
Hoje, as três trabalham bem mais que há dois anos, quando surgiram as
primeiras ideias para o site. “Enquanto uma dorme, a outra responde aos
e-mails, e cada uma faz sua parte para tudo dar certo”, conta a
jornalista. Engana-se quem acredita que a meta principal é a felicidade
da criançada. “Na verdade, nossa busca é por uma vida melhor para as
mães”, esclarece Kátia. Como é natural, a maternidade deixou todas mais
flexíveis, empilhando tarefas e funções. “Somos contorcionistas”, brinca
Roberta.
Fonte: http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2187/site-dicas-produtos-maes
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