sábado, 10 de março de 2012

Como os bebês aprendem?


     Esta semana tive contato com duas sobrinhas muito queridas, passei um dia com a Gabi e outro com a Julia, crianças adoram brincar com adultos, e brincando com barbies descobri que elas entendem mais do mundo dos adultos do que pensamos. As bonecas vivem os mesmos dilemas dos adultos e das novelas. 

     Fiquei questionando, empiricamente, sem pensar em Piaget e nos processos de assimilação e acomodação, período sensório motor e etc, como elas aprendem tanto!!! 

    Procurei infrmações e sei que a fase em que o ser humano mais se desenvolve é nos primeiros três anos de vida. A linguagem com um vasto vocabulário de sons, expressões e palavras é adquirida nesta fase. Segundo Piaget a criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo momento interage com o que a rodeia, operando ativamente com objetos e pessoas. Penso que os órgãos do sentido são fundamentais nesta fase, quanto mais estimulamos os sentidos maior é o aprendizado do mundo!  Percebi que as fases de desenvolvimento colocadas por Piaget já não obedecem as idades correspondentes devido a quantidade de informações que nossas crianças recebem. O Luís Felipe filho da Érika adora e sabe as funções do TABLET melhor que a mãe, com apenas seis anos! Percebendo a Yolanda, que mora no meio rural, percebo que ela repete expressões das pessoas do lugar. Outro dia a mãe negou um salgadinho, na sabedoria dos seus com dois anos ela respodeu:"Ai Jesus"! A Gabi com sete anos e seu vasto vocabulário falou outro dia que estava de pés e mãos atadas, porque não tinha dinheiro para consertar seu MP4!

     Fato é que eles aprendem o tempo todo, usando seus sentidos e conosco, com exemplos, com reforços e negações. Que responsabilidade!!!

      Sou mãe de primeira viagem, mas o perigo maior está nos exemplos, eles vão "copiando" nossas visões de mundo, preconceitos, verdades e mentiras de uma forma que nem percebemos! Ficar sempre atentos será a chave para obtermos sucesso? Talvez! Eu vou continuar observando e estudando!!!

Encontrei dois textos interessantes, o primeiro está escrito com a Língua Potuguesa da terrinha ( Portugal):


Qualquer mãe, mesmo uma mãe expectante, começa a desejar que o seu bebé comece desde cedo a desenvolver as suas capacidades de aprendizagem, questionando-se em como estimular os seus sentidos, pois a saúde física e mental do bebé é sempre a prioridade de uma mãe.
Cerca do segundo trimestre o bebé começa a reconhecer os sons. Porém, existe muita controvérsia acerca da capacidade do bebé ouvir ainda no ventre. Alguns pais colocam música para o bebé escutar ainda no ventre materno, mas alguns especialistas afirmam que apenas o batimento do coração da mãe é reconhecido pelo bebé.

Novidades científicas

Um estudo recente feito pelo Instituto de Psicologia da Academia de Ciências Húngara e o Instituto de Lógica, Linguagem e Computação da Universidade de Amesterdão dá algumas luzes acerca de que sons o bebé consegue reconhecer enquanto está no útero. As pesquisas sugerem que o som das palavras é abafado pelo líquido amniótico e que o som da música é algo muito complexo. Porém os estudos feitos nesta área também sugerem que o bebé em desenvolvimento é capaz de reconhecer um simples ritmo. As descobertas deste estudo sugerem que os bebés no útero começam a reconhecer ritmos tão cedo como os três meses de gestação.

E como é que um bebé no útero aprende?

A primeira fase de aprendizagem era previamente reconhecida apenas a partir do nascimento do bebé e até cerca dos 2 anos de idade. Estas recentes descobertas, porém, concluíram que a aprendizagem do bebé (capacidade de identificar e recordar ritmos) começa no útero. Assim sendo, a idade pré-natal é a ideal para começar a enriquecer a capacidade de aprendizagem do seu bebé.

O que se concluiu 

Os cientistas mediram os sinais cerebrais de bebés recém-nascidos com 2 e 3 dias de idade. Foram tocados ritmos básicos de rock e escutados pelos bebés através de headphones. Sempre que o ritmo alterava ou o tempo musical falhava, os cérebros dos bebés indicava que eles estavam a responder como se estivessem à espera do ritmo não tocado.
De acordo com este estudo, aparentemente a capacidade de detetar batidas de ritmos e sons em sequências é uma capacidade do bebé, já funcional à nascença. Simples sons, como os sons similares ao bater do coração da mãe, são mais fáceis de assimilar pelo feto e poderão possivelmente ser algo inato.
Dar a escutar ao bebé, ritmos e tons apropriados, é apresentar-lhe a perceção básica e os princípios do raciocínio tais como a comparação, o contraste, a repetição e alteração. Isto inclui a nossa primeira aprendizagem. Quando introduzida, esta aprendizagem, na fase pré-natal, os processos de desenvolvimento do bebé ficam mais fortalecidos.

O que pode ser feito, então?

Independentemente do resultado, todo o tipo de atividades que incluam conversar com o bebé na barriga ou dar-lhe música a ouvir, são atividades que aumentam os laços com o bebé, e só por isso importantes. Existem marcas como a BabyPlus que tem um sistema educacional que introduz os sons aos bebés no útero, sendo usado uma espécie de sons semelhantes ao bater do coração da mãe, para promover a aprendizagem do bebé ainda no útero. Os recém-nascidos naturalmente gostam de responder aos sons das vozes familiares, especialmente dos pais. Eles olham diretamente para a fonte da voz, sorriem, movem-se, e mostram prazer quando se conversa ou murmura para eles. Por tudo isto e muito mais, é importante que comunique com o seu bebé, independentemente da linguagem.





Fonte:http://demaeparamae.pt/artigos/ajudar-bebe-aprender-ventre-materno



 


 

 Bebês aprendem enquanto dormem

28/06/2003
 A idéia de que o ser humano pode acumular conhecimentos enquanto dorme é uma realidade, ao menos para bebês. Um estudo da Universidade de Turku, na Finlândia, mostrou que recém-nascidos são capazes de aprender a distinguir sons enquanto dormem profundamente. Os pesquisadores mediram a oscilação das ondas elétricas do cérebro em bebês durante o sono, enquanto sons de letras eram apresentados a eles. A atividade compatível mostrou-se aprendizado. E era. Bem acordados, os recém-nascidos conseguiram reconhecer os sons um dia depois do treinamento. A principal autora do estudo, Marie Choeur (coordenadora do Centro do Grupo de Linguagem e Desenvolvimento do Cérebro para a Neurociência Cognitiva da Universidade de Turku), contou que os 45 bebês envolvidos na experiência foram divididos em três grupos. Eles tinham no máximo uma semana de vida.
Todos passaram por uma medição que comprovou que eles não podiam distingüir entre três sons similares de vogais. Quinze dos bebês voltaram para casa. Os outros dormiram no laboratório e foram divididos em dois grupos. O primeiro foi submetido ao treinamento com os sons de vogais, enquanto os integrantes do outro grupo não foram submetidos som algum.
A atividade elétrica do cérebro deles foi gravada por um eletrencefalógrafo (EEG) antes e depois do sono. Na manhã seguinte, através de EEG, foi possível perceber que todos os bebês que receberam o treinamento tinham aprendido a distingüir especificamente esses sons.
O estudo utilizou uma técnica conhecida como ‘negatividade na falta de combinação’, cuja sigla em inglês é MMN. Mede a reação eletrofisiológica automática do cérebro, obtida através das variações na estimulação da pessoa que é alvo do exame.
Reações elevadas de MMN foram evidentes depois da noite de treinamento e puderam ser observadas novamente em um novo teste realizado 15 horas depois. Esses efeitos foram específicos para os sons utilizados no treinamento, porque não ocorreram para novos estímulos acusticamente semelhantes - disse Marie Choeur ao Globonews.com.
Segundo Choeur, muitas pesquisas anteriores de treinamento durante o sono mostraram-se sem valor para aplicações práticas.
Mas os resultados do nosso estudo podem redefinir o sono no início da infância como um período potencial para o aprendizado.
A cientista acredita que a experiência também pode ajudar no tratamento de crianças com distúrbios de desenvolvimento.
A descoberta pode ter diversas aplicações nas áreas de educação, intervenção e de reabilitação de crianças predispostas a determinados problemas e no estímulo das totalmente saudáveis também - explicou Marie Choeur.

Descoberta não é aplicável a adultos
A descoberta de que bebês podem aprender enquanto dormem não dá base científico para cursos que apregoam o aprendizado durante o sono, explica autora da descoberta, a pesquisadora finlandesa Marie Choeur, da Universidade de Turku. Não acredito que a experiência tenha aplicações em adultos. Provavelmente, a eficácia de tal intervenção é mais forte no início da infância, quando o desenvolvimento da linguagem é mais profundo. Acredito que perdemos essa habilidade logo no início da infância, por volta de um ano - explicou Marie Choeur. Segundo a pesquisadora, a razão do aprendizado pode ser o fato de que talvez o córtex cerebral dos bebês não ‘desligue’ enquanto eles dormem. n (globo.com/globonews).


Fonte:http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/2691

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