A Carol Arantes, mãe da Olívia, me impressionou muito com uma oração que ela escreveu para filha na lembrança de nascimento, agora com todo carinho ela compartilha sua experiência com um lindo relato!!! Obrigada por dividir comigo seus momentos! Em tempo, eu amei o blog da Olívia, ela está cada dia mais linda e o maiô da aula de natação ficou um show!!!
A Maternidade por Carol Arantes:
Falar sobre “Experiência de Mãe” é bem curioso.
Porque se você chamar 100 mães, você vai ter 100 depoimentos
diferentes.
O que comprova aquela máxima que diz que cada um de nós é um
ser único.
Em personalidade, em caráter, em criação, em impressões
digitais.
E que rico é isso, não é?
E aqui começa o primeiro aprendizado que tive: celebrar as
diferenças!
Ops, onde estão
meus modos?
Pra quem está aqui visitando o lindo trabalho da Ju e não me
conhece, meu nome é Carol.
Sou mãe da Olívia, hoje com 7 meses.
Voltando: acho que a primeira coisa que a gente aprende como
mãe, é que apesar daquele bebê, colocado no seu colo no momento do nascimento,
ter sido gerado e ‘guardado’ o tempo todo dentro da gente, ele é um ser ‘avulso’,
um indivíduo. Ele não é necessariamente parte da gente, no sentido físico da
palavra. Ele é uma vida livre, com seus traços únicos. E se o tratarmos como
parte de nós, podemos cometer alguns deslizes.
Exemplo que vi: Mães alérgicas que acham que os filhos vão
ser alérgicos, e os tratam com excesso de medicamentos e ‘não-me-toques’.
Conheça seu bebê.
Tente identificar nele os traços que vieram com o pacote!
Deus não manda o manual, mas manda pras Mamães e pros Papais
um sexto sentido bacaníssimo!
Mas atenção: não negligencie. Se você é alérgica e notou
algum indício no bebê, procure o Pediatra.
Ah, e não tenha vergonha de ligar para o doutor sempre que
precisar.
Eles são agraciados com o dom da paciência...
Outra coisa que eu aconselho: não tenha medo de ser uma
estrategista.
O bebê nasce com alguns sentidos, mas não nasce com
conhecimento.
E o aprendizado começa no começo!
Apesar de cada bebê responder bem a um tipo de tratamento
diferente, acho importante implantar estratégias.
Observe o bebê nas primeiras 2 semanas.
Só observe.
Que horas ele dorme? Por quanto tempo? Mais ou menos, sem TANTA
precisão.
Ele acorda com fome? Mais ou menos a cada quanto tempo?
O intestino vai bem?
Ele está ‘ativo’? Se mexe um pouquinho, resmunga de vez em
quando, chora? Ou está apático, desanimado?
Guarde essas informações.
Olívia, nas primeiras duas semanas, já tinha uma rotina.
Ela mamava a cada 2:30/3hs (por ordens médicas), mas o meu
leite não a estava sustentando.
Ela não reagia bem a alguns testes, e nossa pediatra indicou
a complementação com o leite em pó.
Tiro e queda.
Ela dormia lá pras 23hs, acordava às 2hs da manhã (com fome)
e dormia até 10hs da manhã!
Notei que ela dormia essas quase 12hs seguidas, e comecei a
acorda-la às 6hs da manhã.
Dois dias depois, ela já dormia ali pelas 20hs.
Bem melhor pra gente!
Molde seu bebê.
Afinal, você vai precisar ensiná-lo que há uma rotina dentro
da casa.
O bebê deve seguir a sua rotina, e não o contrário.
Claro que tem dia que tudo sai da rotina.
Eu chamo esses dias de “dia do saco cheio”.
Eles ficam com fome, mas não querem comer.
Ficam com sono, mas lutam pra não dormir.
Tudo parece incomodar.
Mas nós também somos assim, né?
Todo mundo tem o dia do saco cheio.
Não julgue o bebê.
Depois destas 2 semanas de observação, você pode usar
estratégias mais embasadas.
Eu indico um livro (acostumem-se, toda mãe tem conselho pra
dar, livro pra indicar... viramos chatas de galocha!).
Me indicaram este livro quando eu estava no 7º mês de
gestação. Mas àquela altura do campeonato, eu já tinha lido tanto, visto tanta
coisa, que me recusei a ler. Mas comprei assim que a Olívia nasceu, e depois da
segunda semana de vida, comecei a colocá-lo em prática.
O livro se chama “A Encantadora de Bebês resolve todos os
seus problemas”. São dois livros, um da capa azul e outro da capa rosa. O meu é
o da capa rosa.
Eu recomendo.
Porque chega uma hora que a gente tem que sair da teoria e
partir pra prática.
Para o bem da gente, e dos bebês!
Eu confesso que fui uma dessas mães cuja ficha custou a
cair.
Sério!
Durante o período da gravidez, tive meus contratempos: enjôo
e azia diários (por 9 meses) e os básicos incômodos posturais. E acho que não
curti tanto quanto deveria esse período, que todos acharam que passou tão
rapidinho... Hum... Não pra mim.
Mas apesar de tudo, eu sentia que estava cuidando da Olívia.
Em cada enjôo que batia, eu falava com ela: “Não gostou da
comida hoje, né? Tudo bem, pode por pra fora”.
Nas mudanças de humor: “Eita, menina! Já tem TPM?”
Nos chutes fora de hora (tipo na cadeira do dentista, e a
barriga mexendo sozinha): “Não se preocupe, doutor. Meu alien é adestrado”.
Tem que ter senso de humor pra lidar com os 9 meses.
Mas ela nasceu.
E minha ficha não caia.
Eu a via ali, no meu colo.
E a ficha não caia.
Eu dava banho, trocava fralda, acordava no meio da noite.
E a ficha não caia.
É estranho.
Explicação? Não tenho.
Mas melhor não pensar muito, porque gestação é uma coisa
muito maluca.
Mágica!
Abençoada!
Mas bem maluca!
Mas o amor vem!
Ah... o amor! Ele fica ali, escondidinho, olhando por trás
dos mosquiteiros e babinhas no varal, mas ta ali!
E quando você vê aquele bebezinho balbuciar suas primeiras
palavras, ou sorrir involuntariamente pra você, ou segurar a mamadeira sozinho,
ou sentar de repente no berço... você sente o coração bater diferente.
É inevitável!
É seu filho!
Vocês estão juntos, pro que der e vier!
Então seja paciente.
Assim que ele nascer, tudo passa.
Seu corpo vai mudar.
Sua cabeça vai mudar.
Seu cabelo vai cair aos montes (não se desespere!).
Se seu corpo mudou por 9 meses, não queira que ele volte ao
normal em 1 mês. Se dê 1 ano, pelo menos. Porque é desse tempo que seus
hormônios precisam para enfrentar tanta novidade e descoberta!
“Não leia revistas de
dieta: elas só te fazem se sentir feia”. (autor desconhecido). Queime-as!
Você vai ficar meio anti-social no começo. Muita coisa pra
lidar. Perdoe-se, mesmo que os outros não te perdoem. A vida é SUA. E você tem
um COMPROMISSO com seu bebê.
Ah, e escute os conselhos dos mais velhos.
Ainda acho que muitas coisas são válidas.
Mas você pode se permitir usar um filtro BEM grande.
Sim, você vai ouvir muitas bobagens.
Confie no seu taco.
Até do pediatra você pode duvidar, às vezes.
Já aconteceu comigo, e não me arrependo de ter procurado uma
segunda opinião.
O mais importante?
Viva cada dia com paciência e amor.
Curta cada fase.
Fotografe tudo – e muito!
Seja feliz!
E seu bebê será feliz também!
Citando Millôr Fernandes: “A vida começa quando a gente
compreende que ela não dura muito”.
Ju, tenho certeza que você e o Ricardo vão arrasar!
Se precisarem de qualquer coisa, fico à disposição!
A vocês e a todos os leitores, deixo meu abraço carinhoso!
Carol



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